segunda-feira, 23 de novembro de 2009

122. A MULHER FAZ O HOMEM (1939)


Sinopse

A morte de um dos senadores dos Estados Unidos provoca uma corrida inflamada pela indicação de seu substituto, que está a cargo do governador do Estado de Montana, Hubert Hopper.  Marionete do influente industrial Jim Taylor, assim como muitos dos senadores a serviço do país, o governador fica indeciso sobre quem colocar no cargo, mas acaba cedendo à sugestão de seus filhos e indica para a posição o chefe dos escoteiros em Jackson City, Jefferson Smith.  A escolha é apoiada também por seus pares corruptos, incluindo o proeminente senador Joseph Paine, que transforma o novo congressista em seu protegido.

Sua falta de experiência faz com que Smith não seja levado a sério por seus pares nem por Clarissa Saunders, uma funcionária do Congresso designada para secretariá-lo.  Ao tentar se inteirar do teor de alguns projetos, recebe de Paine o conselho de não perder tempo com os mesmos, já que todos foram elaborados por equipes de especialistas altamente qualificados.  O velho senador sugere que ele procure escrever algum projeto que venha a beneficiar o Estado deles.  Com isso, Paine pretende mantê-lo afastado do esquema de corrupção com o qual se acha comprometido.

Smith resolve, então, desenvolver um projeto para criação de um acampamento para jovens, o qual não só deverá abrigar garotos de Montana, como de outras regiões do País.  Ao ouvi-lo falar do mesmo com tanto entusiasmo, Clarissa fica encantada com os sentimentos puros do novo senador, mudando radicalmente sua opinião sobre ele e passando a dar todo o suporte de que ele necessita para levar a cabo sua tarefa.

Concluído o trabalho, ele o apresenta numa das sessões do Senado.  Durante sua fala, Smith explica que o acampamento proposto deverá ser levantado nas adjacências de um afluente do rio Willet Creek, em Terry Canyon.  Ao ouvi-lo, Paine se retira e aciona um esquema para mantê-lo afastado do Congresso, no dia seguinte, quando deverá ser votada a liberação de verbas para a represa Willet.

O poderoso Jim Taylor chega à Washington com material falsificado para desqualificar o jovem senador, caso o mesmo não se dobre ao seu esquema de corrupção.  Ao tomar conhecimento do que está sendo montado contra Smith, Clarissa lhe mostra uma cópia do projeto de Paine que visa beneficiar Jim Taylor em troca de altas propinas.

Não se dobrando às exigências dos dois corruptos, Smith comparece à sessão que deve liberar US$ 5 milhões para desapropriação, desvio e represamento das águas de Willet Creek.  Sabendo que ele pretende denunciar o esquema de propinas, Payne se adianta e, aproveitando-se das falsas provas trazidas por Taylor, requer a imediata abertura de um processo de cassação do mandato de Smith por quebra do decoro parlamentar.

Diante de tanto jogo sujo, o jovem senador decide largar tudo e voltar para Jackson City, mas é impedido por Clarissa que, a essa altura, encontra-se por ele apaixonada e decidida a ajudá-lo a desmascarar o sistema de corrupção existente no Congresso.

Dominando o regulamento que rege o funcionamento do Senado, Clarissa instrui Smith sobre como agir e recorrer a determinados artigos que lhe garantirão o direito de falar por quanto tempo julgar necessário.  Assim, por diversas horas, ele expõe a situação de seu Estado, que precisa se livrar de uma quadrilha de sanguessugas, que controla a máquina política através de propinas pagas a congressistas.  No caso da represa Willet, por exemplo, o Sr. Taylor quer vê-la construída para seu proveito próprio.

Ao final de sua fala, ele encara Paine, a quem lembra que ele e seu pai sempre o admiraram por ser o senador um defensor das causas perdidas, aquelas pelas quais vale a pena lutar e até mesmo morrer, como no caso de um antigo conhecido dos dois.  Exausto, Smith desmaia a seguir.

Essas últimas colocações do jovem senador batem fundo em Paine que, não suportando as tensões decorrentes, explode aos gritos dizendo que ele é quem deve ser cassado, pois tudo o que Smith falou é verdade!

...

Críticas

Baseado numa história de Lewis R. Foster, "A Mulher Faz o Homem" é um dos melhores filmes de todos os tempos.  Produzida e dirigida pelo grande cineasta Frank Capra, essa comédia dramática gira em torno da corrupção na política e da grandeza daqueles que a ela resistem.

A trama mostra uma clássica luta entre o bem e o mal, um verdadeiro enfrentamento entre David e Golias.  Se há uma clara mensagem que Capra pretende passar é a de que, por pior que seja a adversidade, nunca se deve perder a esperança.  Embora se trate de uma produção de 1939, "A Mulher Faz o Homem" é um daqueles filmes destinados a não envelhecerem.

O trabalho de Capra é perfeito.  Aliás, o filme é magnífico em quase todos os aspectos, o que justifica as 11 indicações ao Oscar por ele recebidas.  Indicado ao Oscar de Melhor Ator, James Stewart foi injustiçado pela Academia ao perder a estatueta para Robert Donat, por sua atuação em "Adeus, Mr. Chips".  Além de James Stewart, merecem também ser destacados, por seus respectivos papéis, os atores Claude Rains, Thomas Mitchell, Jean Arthur e Harry Carey.
http://www.imdb.com/title/tt0031679/


ítulo Original: Mr. Smith Goes to Washington
Ano/País/Gênero/Duração: 1939 / EUA / Drama / 129min
Direção: Frank Capra
Produção: Frank Capra
Roteiro:  Lewis R. Foster, Sidney Buchman
Fotografia: Joseph Walker
Música: Dimitri Tiomkin

Elenco

    * James Stewart .... Jefferson Smith
    * Jean Arthur .... Clarissa Saunders
    * Claude Rains .... senador Joseph Harrison Paine
    * Edward Arnold .... Jim Taylor
    * Guy Kibbee .... governador Hubert Hopper ('Happy')
    * Thomas Mitchell .... Diz Moore
    * Eugene Pallette .... Chick McGann
    * Beulah Bondi .... Ma Smith
    * H.B. Warner .... senador Agnew
    * Harry Carey .... presidente do Senado
    * Astrid Allwyn .... Susan Paine
    * Ruth Donnelly .... Emma Hopper
    * Grant Mitchell .... senador MacPherson
    * Porter Hall .... senador Monroe
    * Pierre Watkin .... senador Barnes
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121. SANGUE DE ARTISTA (1939)


Um grupo de artistas de Vaudeville sae em turne, e o jovens, que ficam, tentam produzir uma peça. Patsy (Judy) seria a estrela do espetáculo, mas uma ex-estrela infantil (June Preisser) injeta dinheiro na peça e acaba ficando com todas as partes de Patsy.

Notas

* A MGM percebeu que a dupla Garland/Rooney gerava uma boa receita nos cinemas, e resolveu explorar a química entre os dois até o extremo. O filme, mais uma vez acabou sendo um veículo para o sucesso de Mickey Rooney
* As filmagens foram estressantes para Judy: ela trabalhava direto, não dormia direito e começou a tomar pílulas para se controlar.
* As filmagens terminaram com 11 dias de atraso, e com um prejuízo de aproximadamente U$ 8.563,00.
* A diferença salarial era gritante: Rooney recebeu por seu papel U$ 23.400,00 mais bônus e Garland levou apenas U$ 8.833,00.
* Após esse filme, a dupla saiu em turne pelo país, se apresentando em palcos e divulgando os últimos sucessos deles. Numa das apresentações Rooney teve que entrar sozinho no palco, pois Judy desmaiara nos bastidores, só retomando a consciencia para o número final.
http://www.imdb.com/title/tt0031066/
Título original:  Babes in Arms

Produção: Arthur Freed
Direção: Busby Berkeley
Músicas: Richard Rodgers e Lorenz Hart, Nacio Herb Brown e Arthur Freed, Harold Arlen e E.Y. Harburg
Adaptação musical: Roger Edens
Direção musical: Georgie Stoll
Arranjoss: Leo Arnaud
Fotografia: Ray June
Edição: Frank Sullivan
Direção de arte: Cedric Gibbons
Filmagens: de abri a julho de 1939
Lançamento: setembro de 1939

domingo, 22 de novembro de 2009

120. CRISÂNTEMOS TARDIOS (1939)


Esta obra de Kenji Mizoguchi, realizada em 1939, irá ser feita contra a orientação sugerida pelas entidades oficiais ou seja o chamado filme patriótico, já que a elite militar que então governava o Japão vê nesse género um excelente contributo ao esforço de guerra, nessa aventura que ficou conhecida por guerra sino-japonesa, iniciada em 1937. Tal como muitos outros colegas de profissão, o cineasta japonês irá refugiar-se no filme histórico, para não ser conotado com o regime.

Por outro lado Kenji Mizoguchi irá oferecer-nos a sua visão da mulher na sociedade japonesa ao contar-nos a história de amor de Otoku (Kakuko Mori), essa mulher que como tantas outras que irão surgir, mais tarde, nos seus filmes, irá sacrificar a sua vida pelo amor que nutre por Kikunosuke Onoue (Shotaro Hanayagi), um actor do teatro kabuki, filho adoptivo de um dos maiores representantes do género, que vive à sombra do pai.

Otoku é a criada/ama que cuida do filho mais novo do grande actor e quando a sua paixão por Onoue é descoberta, acaba por ser despedida. Este decide então partir da casa paterna e com o apoio do tio começa uma nova carreira teatral longe do olhar paterno. Ao saber disso Otoku segue-lhe o rasto e junta-se a ele, sempre no intuito de fortalecer a sua arte teatral. Mas, após a morte do tio que lhe oferecera guarida, Onoue e Otoku ficam por sua conta e risco, dormindo onde calha e sempre em companhias de teatro de classe inferior, que se arrastam pelas cidades e aldeias sem eira nem beira, sendo a jovem Otoku a luz que lhe continua a iluminar a vida/caminho.

As condições em que vivem tornam-se cada vez mais difíceis e Otoku decide sacrificar o seu amor, deixando-o em troca do seu regresso a casa e a uma carreira de sucesso que só será possível graças à influência paterna. Perdoado pelo pai, Onoue transforma-se num actor de nomeada no interior do teatro kabuki e desconhecendo o paradeiro de Otoku segue o seu caminho de sucesso, até chegar o dia em que descobre as razões que levaram Otoku a deixá-lo.

Mizoguchi opta neste filme pelo plano sequência, construindo a montagem no próprio plano, ao mesmo tempo que recusa a especificidade do grande plano, fugindo desta forma à tesoura dos censores, mas nada melhor do que lhe dar a palavra: “ Comecei a utilizar a técnica do plano sequência em 1936, consistindo ela em nunca alterar o enquadramento durante toda a sequência enquanto a câmara permanece a uma certa distância. Adoptando este método não tive a mínima intenção de representar o estado estático de uma qualquer psicologia. Pelo contrário cheguei a ele espontaneamente, prosseguindo a procura de uma expressão mais precisa e mais específica dos momentos de grande intensidade psicológica. Fui naturalmente levado a seguir uma técnica deste tipo pelo simples desejo de evitar o método clássico da descrição psicológica pelo abuso dos grandes planos.” E em “O Conto dos Crisântemos Tardios” o grande plano na verdade está ausente, ao mesmo tempo que os actores entram e saiem do enquadramento durante o plano sequência, como vemos na conversa de Onoue com o pai momentos antes de abandonar a casa paterna.

Curiosamente o cineasta escolheu dois actores célebres do teatro kabuki para protagonistas, já que eles se movimentavam muito melhor perante a câmara do que os habituais actores de cinema, por outro lado a arte deste teatro é-nos oferecida em todo o esplendor ao longo do filme através de longas sequências.
Na época “O conto dos Crisântemos Tardios” teve uma recepção estrondosa do público japonês revelando-se o maior êxito de então.

Mais uma vez o cineasta nos oferece de forma magnífica o lugar da mulher japonesa na sociedade, recorde-se que a acção decorre em 1885, tal como irá fazer ao longo de toda a sua carreira e nunca é demais recordar essa obra-prima que dilacera o espectador intitulada “A Vida de O’haru” / “Saikaku Ichidai Onna”, onde descobrimos a mais trágica personagem feminina do cinema japonês de todos os tempos.
Kenji Mizoguchi, que nunca se casou, mas que sempre viveu no mundo das mulheres, na sua derradeira obra, ofereceu-nos mais uma vez esse universo feminino que tão bem conheceu e amou, através dessa obra espantosa chamada “A Rua da Vergonha” / “Akasen Chitai”, cuja história se desenrola no mundo contemporâneo e onde descobrimos diversos retratos/vidas dessas mulheres que acompanharam o cineasta ao longo da sua vida.
Sete décadas depois da sua feitura “O Conto dos Crisântemos Tardios” continua a oferecer-nos a magia de um dos maiores cineastas de sempre.
http://www.imdb.com/title/tt0032156/
Sinopse:

Tóquio, 1885. Kikunosuke Onoue, filho de um ator de renome, descobre que só recebe elogios por ser
filho de quem é. Otuko, a ama-seca do filho de seu irmão, é a única que é sincera com Onoue. Ele
se apaixona por ela e parte em busca do sucesso por seus próprios méritos. Mais tarde, Otuko se
junta a ele








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Código:
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Informações:

Arquivo: RMVB
Tamanho: 568 Mb
Director: Kenji Mizoguchi
Writers: Matsutarô Kawaguchi (writer) Shôfû Muramatsu (novel)
Release Date: 15 January 1979 (USA)
Genre: Drama
Runtime: 142 min/Argentina: 145 min/USA: 148 min
Country: Japan







Elenco:

Shôtarô Hanayagi ... Kikunosuke Onoue
Kôkichi Takada ... Fukusuke Nakamura
Gonjurô Kawarazaki ... Kikugoro Onoue
Kakuko Mori ... Otoku
Tokusaburo Arashi ... Shikan Nakamura
Yôko Umemura ... Osata
Nobuko Fushimi ... Onaka
Kikuko Hanaoka ... Eiryu
Kisho Hanayagi ... Tamisaburo Onoue
Ryôtarô Kawanami ... Eiju Dayu
Yoneko Mogami ... Otsura, Genshun's daughter
Tamitaro Onoue ... Tamizo Onoue
Benkei Shiganoya ... Genshun Amma
Fujiko Shirakawa

119. NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS (1939)


Sinopse:

Em uma diligência embarcam um médico alcoólatra (Mitchell), um pistoleiro (Wayne), uma prostituta (Trevor), um banqueiro (Meek), um jogador (Carradine) e uma mulher grávida (Platt). Ao longo da viagem, os integrantes do grupo enfrentam perigos e revelam sua verdadeira natureza. "No Tempo das Diligências" é um dos maiores westerns já produzidos por Hollywood.
Realizado por John Ford, com roteiro de Dudley Nichols, o filme é muito bem conduzido, não havendo qualquer cena que merecesse ser cortada.O filme apresenta dois clímax, pontos em que a narrativa alcança uma maior tensão: o primeiro é quando ocorre o clássico ataque dos Apaches à Diligência; o segundo é quando Ringo Kid se defronta com os assassinos de seu pai e de seu irmão num confronto final. A grande estrela de "No Tempo das Diligências" é, sem dúvida, seu diretor, John Ford. Introduzir e definir nove personagens no contexto de um western como esse, não é tarefa fácil, e Ford o faz com maestria.Com uma excelente trilha sonora e uma ótima fotografia, o filme tem ainda em seu elenco, um dos seus pontos fortes. 
Critica

"No Tempo das Diligências" é um dos maiores westerns já produzidos por Hollywood.  Realizado por John Ford, com roteiro de Dudley Nichols, o filme é muito bem conduzido, não havendo qualquer cena que merecesse ser cortada.

O filme apresenta dois clímax, pontos em que a narrativa alcança uma maior tensão: o primeiro é quando ocorre o clássico ataque dos Apaches à Diligência;  o segundo é quando Ringo Kid se defronta com os assassinos de seu pai e de seu irmão num confronto final.

A grande estrela de "No Tempo das Diligências" é, sem dúvida, seu diretor, John Ford.  Introduzir e definir nove personagens no contexto de um western como esse, não é tarefa fácil, e Ford o faz com maestria.

Com uma excelente trilha sonora e uma ótima fotografia, o filme tem ainda em seu elenco, um dos seus pontos fortes.  Thomas Mitchell, no papel do médico alcoólatra, está insuperável.  Os demais também estão ótimos em suas caracterizações:  John Wayne, John Carradine, Claire Trevor, Andy Devine, Donald Meek, Tim Holt e George Bancroft.  A atriz e cantora mexicana Elvira Ríos tem uma breve participação como a índia apache, mulher de Chris.
http://www.imdb.com/title/tt0031971/
Elenco:

Claire Trevor...
John Wayne...
Andy Devine...
John Carradine...
Thomas Mitchell...
Louise Platt...
George Bancroft...
Donald Meek...
Berton Churchill...
Tim Holt...
Tom Tyler...

Informações Técnicas:

Direção: John Ford
Roteiro: Dudley Nichols
Produção: John Ford
Música Original: Louis Gruenberg
Fotografia: Bert Glennon
Edição: Walter Reynolds, Dorothy Spencer
Direção de Arte: Alexander Toluboff
Figurino: Walter Plunkett
Efeitos Especiais: Ray Binger
País: USA (1939)
Gênero: Western/Clássico

Prêmios:

- Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Thomas Mitchell) e Trilha Sonora.
- Indicações para Melhor Filme, Diretor, Fotografia, Direção de Arte e Montagem.

Dados do Arquivo:

Áudio: Inglês
RMVB Legendado
DVD Rip
P/B
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118. LEVADA DA BRECA (1938)


Sinopse

Depois de 4 anos trabalhando na montagem de um brontossauro, o paleontólogo David Huxley fica exultante ao saber que foi finalmente encontrada a clavícula intercostal que estava faltando para concluir seu trabalho.  Sua assistente e noiva, Alice Swallow, lembra-lhe de seu compromisso para um jogo de golfe com Dr. Alexander Peabody, advogado da milionária Carleton Randon, uma doadora em potencial de US$ 1 milhão para o museu onde trabalham.

No Clube de Golfe, David conhece Susan Vance, uma rica herdeira que, a todo instante, está se metendo em confusões.  O encontro dos dois faz com que o tão esperado jogo de golfe, com Peabody, seja marcado pelo fracasso.  Preocupado, à noite, David vai ao Ritz tentar se desculpar com o advogado mas, ao chegar lá, dá de cara com Susan e novas trapalhadas ocorrem, culminando com suas roupas rasgadas, o que os obriga a saírem sem que os presentes os notem.  As preocupações de David aumentam pelo fato de estar em jogo uma doação milionária e por ter que se casar no dia seguinte com Alice, o que o deixará com todo seu tempo comprometido.

Sentindo-se apaixonada por ele, Susan leva David até Connecticut sob a alegação de que sua tia Elizabeth é cliente e amiga de Peabody, podendo ajudá-lo.  Na realidade, a Sra. Elizabeth é a própria milionária Carleton Randon.  Na pressa, ele leva consigo a caixa que acabara de receber com a clavícula intercostal do brontossauro.  Uma vez lá, Susan faz de tudo para que ele não retorne logo à Nova York para o casamento.  Ela o leva até um açougue, a fim de comprarem carne para um filhote de leopardo que acabara de chegar do Brasil para sua tia.  Defronte ao açougue, ela estaciona o veículo em um local proibido.  Quando o policial Slocum a multa e tenta levá-la presa, ela lhe diz que aquele carro não é o dela, e sim o que está estacionado ao lado.  Assim, os dois voltam pra casa no carro do Dr. Fritz Lehman, um psiquiatra que mora perto da propriedade da Sra. Elizabeth.  Para complicar a situação, o cachorro de estimação de Susan encontra a tal clavícula intercostal, a leva para fora da casa, onde a enterra.

Ao notarem que o filhote de leopardo fugiu, Susan e David começam a procurá-lo pelas redondezas.  Em sua busca, deparam-se com uma caminhonete carregando um pequeno leopardo pertencente a um circo.  Pensando tratar-se do filhote de sua tia, Susan abre a porta da pequena jaula, libertando o animal que desaparece na mata.

Os dois continuam a procurar o filhote de leopardo e terminam encontrando-o no teto da casa do Dr. Lehman.  O barulho que fazem acorda o casal que, irritado, termina por colocá-los na prisão, alegando ao policial Slocum que ela é uma louca e ele achava espreitando sua casa.  Quando a Sra. Carleton Randon se apresenta ao distrito policial para tentar soltar a sobrinha, Slocum não acredita tratar-se da milionária e a prende também.

Esta termina acionando Peabody, seu advogado, que viaja de Nova York, em companhia de Alice, a fim de esclarecer o mal entendido.  Alice, ao ver David, termina o noivado.  De qualquer forma, todos são soltos.

De volta ao museu, David retoma seu trabalho, desolado por ter perdido a clavícula intercostal do brontossauro.  Alguns dias depois, entretanto, Susan vai até ele com a tal peça que, finalmente, recuperara ao descobrir onde seu cachorro a havia enterrado.  Ao entrar no museu, encontra David trabalhando, a cerca de 4 a 5 metros de altura, no acabamento da montagem de seu brontossauro.  Desajeitada, como sempre, sobe numa escada para entregar-lhe a clavícula que trouxe consigo e, ao se apoiar no enorme esqueleto pré-histórico, termina por derrubá-lo.

...

Críticas

Baseado numa história de Hagar Wilde, "Levada da Breca" é uma divertida comédia.  Produzido e dirigido pelo famoso cineasta Howard Hawks, o filme parte de um interessante roteiro, repleto de situações hilariantes, que prendem a atenção do espectador do início ao fim.

Com uma bela fotografia, assinada por Russell Metty, e a direção competente de Hawks, "Levada da Breca" tem sua maior força, entretanto, nas fantásticas atuações de Katharine Hepburn e Cary Grant, dois atores completos que mostram sua competência num filme de suspense, num drama ou numa comédia leve como essa.  Entre os coadjuvantes, merecem atenção as atuações de May Robson, Charles Ruggles e Walter Catlett.
http://www.imdb.com/title/tt0029947/











117. A MULHER DO PADEIRO (1938)


Num vilarejo provençal, um novo padeiro, Aimable, se estabelece no comércio. Sua esposa Aurelie é bela e muito mais jovem do que ele. Antes que ele asse os primeiros pães, Aurelie foge com um pastor. Aimable fica desesperado e não consegue mais trabalhar. Assim, os aldeões resolvem ajudá-lo.
http://www.imdb.com/title/tt0030127/


La Femme du boulanger
[[Ficheiro: |200x200px]]
La Femme du boulanger
Bandeira da França França
1938 ı  pb ı  133 min 
Produção
Direção Marcel Pagnol
Roteiro/Guião Jean Giono
Marcel Pagnol
Elenco Raimu
Ginette Leclerc
Fernand Charpin
Género comédia
Idioma francês

IMDb
TORRENT
http://www.mininova.org/tor/2559015












  

116. OLYMPIA (1938) PARTE 1 - ÍDOLOS DO ESTÁDIO ; ...


Olympia (1938, de Leni Riefenstahl), a cada sequência, transcorre sobre uma linha bastante tênue: o de não ser, diretamente, o que a premissa nazista propunha para, inevitavelmente, transformar-se no que o gênero de cinema que sua poesia às avessas encerra tem de fundamental enquanto possibilidade de registro do mundo histórico. Rodado no decorrer dos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936, o segundo trabalho de Leni Riefenstahl no âmbito do cinema documental constitui-se, antes de tudo, num canto de amor e perfeição ao esporte e, por extensão, as Olimpiadas e seus heróis. Assim, concretiza-se, a cada plano, foco e movimento dos corpos em quadro, como uma ode a beleza extrema do corpo humano na superação de sua força e limite e, talvez, como a confluência mais precisa e lírica entre poesia e registro na História do Documentário. Assim, desenvolve-se, ora, como documentário poético, ao fundar seu dispositivo, na quase totalidade de suas seqüências, na imagem em si (em sua composição, esteticismo e linguagem), ora, como cinema de registro, vinculado, ao mesmo tempo, aos eventos e modalidades atléticas das olimpíadas daquele ano (como um arquivo que, também, suas imagens constituem).



Composto por duas partes, respectivamente, dedicadas aos ídolos do estádio e aos vencedores olímpicos, Olympia se organiza como uma moeda de duas faces. Na primeira parte, propositivamente, vemos um filme demarcando as nacionalidades e seus heróis, os campeões e derrotados, sendo as seqüências dos lançadores de dardos, martelos e pesos as mais emblemáticas do cinema, aparentemente, como propaganda política e fundada no caráter racial. Já na segunda, o herói, o campeão e a nacionalidade estão diluídas com a ênfase em esportes mais coletivos e o foco em momentos de preparação e intimidade, onde não aparecem nem o herói na figura do indivíduo e/ou a nação estampada em um representante, sendo, neste caso, a seqüência dos velejadores com os barcos e suas velas padronizadas a mais significativa. Mas, essa divisão, na verdade, não é tão didática, pois a ênfase que é dada aos vencedores americanos na primeira e segunda partes, conseqüentemente, contrapõe-se ao que se esperava de um filme nazista, cujo enfoque, respectivamente, poderia ser dada na raça ariana e na Alemanha e não no imbatível atleta americano Jesse Owens e/ou nos Estados Unidos da América enquanto nação campeão no decalto através de um de seus atletas.



Talvez porque os resultados dos jogos olímpicos de 1936 tenham caminhado para uma direção não esperada pelo Estado Nazista (fundado na exaltação da nacionalidade alemã e no arianismo como proposta racial perfeita e imbatível) que, em Olympia, Leni Riefenstahl não teve como dar tanta ênfase a Alemanha e aos seus heróis perfeitos. Se algum herói ganhou destaque no dispositivo de Leni Riefenstahl foi o negro americano Jesse Owens com suas quatro medalhas de ouro que a montagem poderia ter omitido e que, segundo a lenda, não recebeu do Fuhrer as honras que todo vencedor olímpico receberia em outra ocasião. Com isso, propositivamente, realizado como filme de propaganda política, com a ênfase inicial na competição entre as nações a partir de seus heróis e, na abertura, com o foco na famosa saudação a Hitler e a alguns de seus generais (ainda que, discretamente, vê-se Goebbels nas arquibancadas do estádio olímpico), paulatinamente, percebe-se uma mudança na câmera de Riefenstahl. Se o que suas lentes buscavam, inicialmente, a partir do documentário poético focando a Nação e a Raça vencedora, não consegue realizar-se, historicamente, o que se vê é uma câmera transcendendo a ideologia e o cinema apenas como poesia visual.



Assim, em Olympia, um documentário se constrói em abismo, onde, ao longo de suas seqüências e segmentos, os modelos do cinema documental adotados, inevitavelmente, entram em conflito, ao construírem e desconstruírem a proposta inicial do seu dispositivo. De modo que, ao passar da propaganda a poesia e da poesia ao registro documental, o trabalho de Leni Rienfenstahl, a cada prova olímpica, supera os limites de sua proposta e modelos estéticos na mesma intensidade e com a mesma força que os corpos dos atletas superam seus limites e obstáculos. Portanto, com a impossibilidade de configurar o seu dispositivo, única e exclusivamente, no cinema de propaganda política (pois logo o ritual nazista de louvação e ovação a nação alemã e ao Führer se dissipa) e, em seguida, no documentário apenas como espaço, eminentemente, poético (com a plasticidade e movimento dos corpos dos atletas, cuja variação da planificação e angular quase que imprime um idealismo corporal e humano), Leni Rienfenstahl compõe um filme que, antes de tudo, é um registro do mundo histórico: em forma poética, é verdade, mas, ao mesmo tempo, como arquivo documental imprescindível sobre um tempo, concepção de homem e de cinema.
http://seladeprata.zip.net/arch2007-04-22_2007-04-28.html
 http://www.imdb.com/title/tt0030522/
Olympia 1. Teil - Fest der Völker
Ídolos do estádio - 1ª parte (PT)
Olympia (BR)

Alemanha Alemanha
1938 ı  pb ı  121 min
Produção
Direção
Leni Riefenstahl
Roteiro/Guião
Leni Riefenstahl
Elenco
David Albritton
Jack Beresford
Adolf Hitler
Henri de Baillet-Latour
Género
documentário
Idioma
inglês

IMDb

 


Torrent
http://www.mininova.org/tor/1519796
youtube
http://www.youtube.com/user/TiochfaidArLa#p/u
















sexta-feira, 20 de novembro de 2009

115. ANJOS DE CARA SUJA (1938)


Anjos de cara suja” pode ter envelhecido um pouco, principalmente nos maneirismos e no linguajar, mas continua sendo um filme muito interessante e de impacto. James Cagney tem uma de suas melhores interpretações como Rocky Sullivan, sempre intimidante mas também gente fina, aqui ele não é o vilão típico, é quase um mocinho, por vezes. Aliás, mesmo Humphrey Bogart sai do esquema básico de sua carreira naquela época: Seu personagem é um estrategista, mas que também é fraco e covarde, principalmente defronte a Rocky Sullivan.

O problema do filme, hoje, é justamente um dos seus trunfos na época: Os “Dead End kids”. Claro, a existência deles é fundamental no filme, a história gira em torno deles, mas os seus maneirismos, e a própria “bandidagem ingênua” deles hoje é risível, e atrapalha um pouco a que nos envolvamos com o filme. Em comparação com os meninos de rua de hoje em dia, eles são garotos mimados que brincam de bola-de-gude no carpete... Mas na época eles engrossaram durante as filmagens, tentando tumultuar e insistindo em improvisações. Eles devem ter pensado que o James Cagney só era durão nas telas... mas quando ele deu uma enquadrada em um deles, os garotos entraram na linha. A vida imitando a arte.

Ann Sheridan também não tem muito o que fazer... mas felizmente ela é só a presença feminina obrigatória em qualquer filme da época. Porque o foco básico é mesmo entre James Cagney e Pat O’Brien, que inclusive eram amigos na vida real. É daí que o filme extrai sua força, de dois amigos de infância que seguiram caminhos totalmente diversos. O filme trabalha muito bem com isso, e também com a questão do acaso, de como um lance fortuito pode mudar tudo. Se fosse Pat O’Brien a ser preso pela polícia, tudo seria diferente? Ou a diferença entre eles estava realmente no caráter de cada um?

Essa ambigüidade dos personagens e o fortuito da vida culminam na cena final, extremamente marcante e muito bem dirigida por Michael Curtiz, um diretor que normalmente nos esquecemos quando nos lembramos dos “grandes diretores” da época, mas que dirigiu vários clássicos incontestáveis (entre eles, claro, “Casablanca”). Essa cena também mostra o quão rico é o personagem (e a atuação) de James Cagney. Prevalece no final o medo ou a boa ação? O espectador escolhe.
http://www.imdb.com/title/tt0029870/

SINOPSE: 
Dois meninos são pegos roubando um trem de carga. Na fuga, um deles consegue pular a cerca que dá acesso ao seu esconderijo e fugir da polícia; o outro não. Este simples fato influi no destino de ambos: Rocky Sullivan (Cagney), o garoto que não conseguiu escapar, torna-se um gângster temido; seu colega, Jerry Connelly (O’Brien), vira padre. Ao fim de uma de suas diversas passagens pelo presídio, Rocky parte em busca de Jim Frazier (Bogart), um advogado ardiloso que lhe passou a perna; e acaba conhecendo e se envolvendo com um grupo de jovens delinqüentes como ele fora um dia. Anjos de Cara Suja foi uma das vítimas da Legião da Decência, um órgão católico que tratava de censurar os filmes (principalmente os de gângsteres). Isso gerou toda uma nova onda de filmes do gênero, que passaram a mostrar a origem desses criminosos, o que os motivou a serem quem são; além de um final obrigatoriamente moralista, contornado com sabedoria por alguns cineastas (é o caso de Curtiz). Bogie, que mais uma vez interpreta um homem inescrupuloso, era na época apenas um ator contratado da Warner e estrelou em seguida uma série de filmes do mesmo modelo. 




Premiações
- O filme foi indicado para o Oscar de Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e James Cagney foi indicado para Oscar de Melhor Ator;
- Prêmio de Melhor Ator para James Cagney da Associação de Críticos de Cinema de Nova Iorque.
James Cagney e Pat O'Brien em cena do filme.
ano=1938
Angels with Dirty Faces
Flag of the United States.svg Estados Unidos
p&b ı  97 min 
Produção
Direção Michael Curtiz
Roteiro/Guião Rowland Brown / John Wexley / Warren Duff
Elenco James Cagney
Pat O'Brien
Humphrey Bogart
Ann Sheridan
George Bancroft
Género drama / film noir
Idioma inglês

IMDb


Formato: RMVB 
Áudio: Inglês 
Legendas: Pt-Br 

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

114. AS AVENTURAS DE HOBBIN HOOD (1938)



Sinopse:

No século XII, quando o rei da Inglaterra Ricardo Coração-de-Leão (Ian Hunter) é sequestrado na Áustria ao retornar das Cruzadas, o príncipe John (Claude Rains) tenta usurpar o trono, favorecendo os normandos invasores em detrimento dos saxões. Contra esta situação o nobre Robin Hood (Errol Flynn) organiza nas florestas de Sherwood um bando de salteadores e rebeldes. Enquanto ataca os normandos e rouba dos ricos para dar aos pobres, Robin se apaixona por Marian (Olivia de Havilland), protegida do rei Ricardo, que o príncipe quer casar com o arrogante Sir Guy (Basil Rathbone). 
As Aventuras de Robin Hood é um excelente filme, considerada uma das melhores aventuras de todos os tempos, e vencedora de 3 Oscars (Melhor Direção de Arte, Melhor Edição (Montagem) e Melhor Trilha Sonora Original), tendo ainda sido indicado ao prêmio de Melhor Filme. Um clássico imperdível!

Elenco:

Errol Flynn (Robin Hood)
Olivia de Havilland (Marian)
Basil Rathbone (Sir Guy de Gisbourne)
Claude Rains (Príncipe John)
Patric Knowles (Will Scarlett)
Eugene Paulette (Frei Tuck)
Alan Jole (João Pequeno)
Melville Cooper (Xerife de Nottingham)
Ian Hunter (Rei Ricardo Coração-de-Leão)
Una O'Connor (Bess)
Leonard Willey (Sir Essex)
Robert Noble (Sir Ralf)
Kenneth Hunter (Sir Mortimer)
Robert Warwick (Sir Geoffrey)
Colin Kenny (Sir Baldwin)
Lester Matthews (Sir Ivor)

Informações Técnicas:

título original:The Adventures of Robin Hood
gênero:Aventura
duração:01 hs 42 min
ano de lançamento:1938
estúdio:Warner Bros. / First National Pictures Inc.
distribuidora:Warner Bros.
direção: Michael Curtiz , William Keighley
roteiro:Norman Reilly Raine e Seton I. Miller
produção:Hal B. Wallis
música:Erich Wolfgang Korngold
fotografia:Tony Gaudio e Sol Polito
figurino:Milo Anderson
edição:Ralph Dawson

Curiosidades:

- Originalmente seria James Cagney o protagonista de As Aventuras de Robin Hood, mas o rompimento de seu contrato com a Warner Bros. fez com que não apenas deixasse o filme como também adiasse sua realização em 3 anos.
- Guy Kibbee era a 1ª escolha dos produtores para interpretar o frei Tuck.
- Michael Curtiz substituiu o diretor William Keighley após os produtores assistirem a algumas cenas de ação já rodadas e acharem que faltava impacto a elas.
- As cenas na floresta de Sherwood foram rodadas em Chico, Califórnia, e o torneio de arco e flecha em Pasadena.
- Refilmagem de Robin Hood (1922).
- Este é o 2º de 3 filmes em que Alan Hale interpretou o personagem João Pequeno. Os demais foram Robin Hood (1922) e Rogues of Sherwood Forest (1950).
- O orçamento de As Aventuras de Robin Hood foi de US$ 1,9 milhão, o maior orçamento da Warner até então.



 



Dados do Arquivo:

Formato: AVI
Duração: 1 hora e 41 minutos
Audio: Inglês
Legendas: Português em arquivo separado
OU
Formato: rmvb/fullscreen
Áudio: Inglês
Legendas: Português/BR (embutidas)
Duração: 1:41
Tamanho: 341 MB
Dividido em 04 Partes
Servidor: Rapidshare
OU
Formato: avi (Qualidade DVD)
Áudio: Português (Dublagem Clássica)
Legendas: S/L
Duração: 1:41
Tamanho: 1.18 GB
Divididos em 08 Partes
Servidor: Rapidshare
Remasterização: ANDINHODF 
BAIXAR

113. JEZEBEL (1938)



Sinopse:

Em 1852, em Nova Orleans, uma jovem egocêntrica da aristocracia local provoca o rompimento do seu noivado ao usar um vestido vermelho, quando as moças deviam usar branco. Apesar de seu antigo noivo se casar com outra mulher, ela continua amando-o. Ela tem a grande chance de lhe provar que realmente deixou de ser uma jovem mimada quando uma peste se abate sobre a cidade.

Elenco:

Bette Davis (Julie Marsden)
Henry Fonda (Preston Dillard)
George Brent (Buck Cantrell)
Margaret Lindsay (Amy Bradford Dillard)
Donald Crisp (Dr. Livingstone)
Fay Bainter (Tia Belle Massey)
Richard Cromwell (Ted Dillard)
Henry O'Neill (General Theopholus Bogardus)
Spring Byington (Sra. Kendrick)
John Litel (Jean La Cour)
Gordon Oliver (Dick Allen)
Janet Shaw (Molly Allen)
Thereza Harris (Zette)
Margaret Early (Stephanie Kendrick)
http://www.imdb.com/title/tt0030287/

Informações Técnicas:

Direção: William Wyler
Roteiro: Clements Ripley, Abem Finkel, John Huston e Robert Buckner, baseado em peça teatral de Owen Davis
Produção: William Wyler
Música: Max Steiner
Fotografia: Ernest Haller
Direção de Arte: Robert M. Haas
Figurino: Orry-Kelly
Edição: Warren Low

Premiações:

- Ganhou 2 Oscars, nas categorias de Melhor Atriz (Bette Davis) e Melhor Atriz Coadjuvante (Fay Bainter). Foi ainda indicado em outras 3 categorias: Melhor Filme, Melhor Trilha Sonora e Melhor Fotografia.
- Ganhou uma Menção Especial no Festival de Veneza.

Curiosidades:

- Este é o 1º de 3 filmes em que o diretor William Wyler e a atriz Bette Davis trabalharam juntos. Os demais foram A Carta (1940) e Pérfida (1941).
- Jezebel também está disponível em uma versão colorizada por computador.
- O Oscar ganho por Bette Davis por sua atuação em Jezebel foi comprado pelo diretor Steven Spielberg em um leilão ocorrido em 19 de julho de 2001, sendo posteriormente entregue aos cuidados da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
- O orçamento de Jezebel foi de US$ 1,25 milhão.
 
 
 

Dados do Arquivo:

Formato: Rmvb.
Tamanho: 349 mb
Duração: 1:44
Áudio: Inglês.
Legendas: Português.

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112. O DEMÔNIO DA ALGÉRIA (1937)


De Julien Duvivier, França, 1937.
Com Jean Gabin, Mireille Balin, Gabriel Gabrio
Roteiro Julien Duvivier e Henri La Barthe
Baseado em novela de Henri La Baarthe
P&B, 90 min.
Tem tomadas fantasticamente belas, com jogos de luzes e sombras seguramente influenciados pelo expressionismo dos anos 20, recriando as ruas da Casbah, o velho bairro árabe de Argel. Mas a história é fraquinha, e o endeusamento do gângster interpretado por Jean Gabin, embora tenha sido tão adotado pelo cinema nas décadas seguintes – ou exatamente por isso mesmo – enche um pouco o saco. No seu Dicionário de Cinema – Os Diretores, Jean Tulard classifica este filme como uma obra-prima, “réplica francesa de Scarface, que se servia com habilidade do charme perturbador da Casbah”.
http://www.imdb.com/title/tt0029453/

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

111. CUPIDO É MOLEQUE TEIMOSO (1937)


Sinopse

Jerry e Lucy Warriner são casados e vivem em Nova York, onde freqüentam a alta sociedade local. Não tendo filhos, tratam um pequeno cachorro, de nome Sr. Wilson, como se o fosse.

Certo dia, ao chegar em casa  com um grupo de amigos, Jerry não encontra Lucy.  Como ele lhe havia dito que estaria na Florida, acredita que sua mulher deve estar na casa de sua tia.  Acontece que a tia Patsy chega desacompanhada e à procura de Lucy.  Logo a seguir, esta chega em companhia do Sr. Armand Duvalle, seu professor de canto.  Depois de apresentá-lo a todos, ela esclarece que, na véspera, a convite de um aluno dele, tinham ido a uma festa e, na volta, seu carro quebrou-se, obrigando-os a dormirem numa pousada péssima.

Quando todos vão embora, os dois discutem.  Ele, pela aparente intimidade da mulher com Duvalle.  Ela, por ele se achar fortemente bronzeado, quando todos os jornais informam que a Florida se encontra debaixo d'água há vários dias.  A discussão termina quando Lucy lhe diz que vai procurar seu advogado para preparar a papelada do pedido de divórcio.

Quando o caso vai a julgamento, o juiz concede a separação do casal e os informa que o divórcio, sem direito a apelos, será efetivado em 90 dias.  Quanto ao cachorro, Sr. Wilson, é decidido que Lucy ficará com sua guarda, podendo Jerry visitá-lo duas vezes por mês.

Com a saída de Jerry, tia Patsy passa uma temporada com Lucy.  Certo dia, ela chega em casa em companhia de Daniel Leeson, um rico industrial da área de petróleo em Oklahoma, que se encontra há pouco tempo no apartamento ao lado, juntamente com sua mãe.  Ele se mostra interessado em Lucy e os dois passam a sair com freqüência.  Certa noite, quando ele lhe propõe casamento, ela aceita a proposta em princípio, lembrando-o que seu divórcio só sairá em três meses.

Tal fato faz com que Jerry sinta-se duplamente enciumado:  por Lucy continuar a ter aulas de canto com Duvalle e por esse compromisso com Daniel.  Os dias se passam até que Lucy decide romper com Daniel, já que, no fundo, não consegue tirar Jerry de sua cabeça.

Faltando cerca de dez dias para a oficialização do divórcio, ela abre um jornal e se depara com uma grande foto de Jerry, na qual ele carrega nos braços a jovem herdeira de milhões de dólares, Barbara Vance, de férias em Bar Harbor.  Na semana seguinte, as manchetes dos jornais informam que o romance Jerry Warriner-Barbara Vance vai evoluir para um noivado a qualquer instante, com a decretação do divórcio dele.

Ao tomar conhecimento que ele se encontra reunido com a família de Barbara, principalmente com os pais dela, naturalmente para oficializarem seu noivado, ela se prepara e bate à porta da mansão dos Vances, onde se apresenta como uma irmã de Jerry que acaba de chegar de Paris.  Logo após ser apresentada a todos, começa a se comportar como uma pessoa sem linha, falando alto, cantando, pedindo bebida alcoólica, deixando a entender que o suposto irmão também é chegado ao álcool, etc.

Envergonhado e a fim de evitar maiores constrangimentos, Jerry pede desculpas a todos e se retira com Lucy.  No caminho de volta às suas casas, os dois concluem que eles realmente foram feitos um para o outro, e decidem retomar seu casamento, agora mais firme do que nunca.

Críticas

Baseado numa peça de Arthur Richman, de 1921, "Cupido é Moleque Teimoso" é uma sofisticada comédia de costumes.  Realizado pelo cineasta Leo McCarey, o filme parte de um excelente roteiro, assinado por Viña Delmar e indicado ao Oscar, levando o espectador a se deliciar com as situações que se vão apresentando ao longo do mesmo.

O trabalho de McCarey, na direção, é igualmente fantástico, o que lhe valeu a conquista de seu primeiro Oscar.  A ele, juntam-se grandes interpretações proporcionadas pelos principais atores.  Irene Dunne está absolutamente maravilhosa no papel de Lucy, o qual lhe rendeu sua terceira indicação ao Oscar de Melhor Atriz, de uma série de cinco.  Embora apresentando uma soberba atuação, Cary Grant não foi indicado à estatueta, num ano em que a disputou com grandes atores do porte de Spencer Tracy, Fredric March e Charles Boyer, entre outros.  Já Ralph Bellamy, no papel de Daniel Leeson, foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

No total, "Cupido é Moleque Teimoso" recebeu 6 indicações ao Oscar, tendo sido agraciado, como dito acima, com a de Melhor Direção.

http://www.imdb.com/title/tt0028597/

Torrent
http://www.mininova.org/tor/2594478

110. BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES (1937)


Título Original: Snow White and the Seven Dwarfs
Realização: David Hand

Filme de Animação

Crítica: Mais do que um fabuloso filme, uma extraordinária e imaculada obra-prima: feito genuina e esteticamente revolucionário, aventura por demais corajosa e empreendedora, diamante perfeitamente esculpido. Um conto imortal sobre inocência, pureza e amor.
As sequências musicais são magistralmente orquestradas, brincando com as imagens com criatividade e sintonia. E com a maior comicidade, pois claro. O filme está repleto de momentos hilariantes. Mas também de cenas de acção, emoção, tragédia... Branca de Neve e os Sete Anões leva-nos, com a maior naturalidade e com o encanto único dos seus desenhos, do mais descontido riso à mais sentida lágrima... E esse é o seu maior condão, por certo. Assistir à pioneira viagem da Disney pelas longas-metragens de animação é, por isso, como enveredar num ritual de purificação. Sem dúvida: um dos melhores filmes de sempre.
http://us.imdb.com/title/tt0029583/

CINEASTA:


GÊNERO: ANIMAÇÃO/FANTASIA/MUSICAL
DIÁLOGO: PORTUGUÊS (Dublagem Clássica)
LEGENDA: S/L
TAMANHO: 271 MB
FORMATO: RMVB

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