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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

029. O GRANDE DESFILE (1925)



No cinema americano dos anos 20, a câmera fixa já era, grosso modo, um procedimento da convenção, servindo justamente à fluência narrativa, à invisibilidade do aparato, pura adoção de um fazer mais que bem sucedido. Em 1925, King Vidor, sem trair a gramática do cinema narrativo, utiliza planos fixos e a devida concatenação entre os mesmos para subverter e transtornar certos códigos comumente decifrados nos filmes comerciais. Mistura um humor negro, quase cômico, temperado com romantismo, para então tratar dos efeitos medonhos da guerra e sua estupidez homicida.
O Grande Desfile, obra-prima do cinema americano, teve seu DNA nas fórmulas dos filmes de guerra feitos desde então, mas seu valor está realmente nos efeitos revolucionários que uma obra de cunhagem mainstream pode fazer espraiar. O plano fixo, no caso, é de orgânica importância num filme que, mais que apedrejar a guerra, atira contra a hipocrisia do lado de cá,ou seja, na platéia de civis que legitimam o heroísmo. Portanto, O Grande Desfile é uma questão de campo e contracampo. De um lado, o que seria chamado de glorioso; do outro, pernas decepadas, vidas estilhaçadas. Nesse jogo, King Vidor começa o filme mostrando seu protagonista, Jim (John Gilbert), visto por família e noiva como um dândi alienado num momento “em que todos têm de ser úteis” até o instante em que ele decide, tolamente, se alistar para lutar na 1ª Guerra Mundial. A seqüência seguinte mostrará Jim e seus colegas de batalhão, todos proletários rudes, numa igualdade suprema, à espera da batalha e tirando esterco da praça, lavando cuecas e afins. Jim se apaixonará sem o menor freio por uma aldeã francesa e passará amargos momentos nas trincheiras, que, humor sempre à vista, faz da desgraça algo ridículo, patético, estrambótico.
Ainda que seja formidável uma cena como a do alemão baleado por Jim que, por sua vez, acolhe o rapaz em seus últimos instantes, dando-lhe cigarro e o ombro para o tombo derradeiro, mais complexo e total é o plano que dá início à seqüência da guerra na história, intitulada “o grande desfile”: uma estrada longitudinal à tela, coalhada de caminhões militares e sobrevoada por aeroplanos, em estatura de megaprodução. Logo vemos, numa estrada lateral, vários soldados feridos retornando do front, fazendo contracampo no mesmo enquadramento aos soldados protagonistas. mas é mesmo no plano-espelho que virá mais tarde, avesso ao plano introdutório do “grande desfile”, que estará toda a riqueza formal de O Grande Desfile. O aparato de guerra, visivelmente diminuído e exaurido, ganha tal leitura sobretudo pela experiência que tivemos na longa e dura seqüência da batalha. Vidor coloca à nossa frente pranchas de imagem e, pelas brechas entre uma e outra, traz o inferno total.
Não é à toa a situação de Jim que, revisitando aqueles que julgavam aquela barbárie como um campo de glórias e flores, opta por retornar à França e encontrar a sua francesinha Melisande. O final feliz está na tela, mas o corajoso Jim, que lutou bravamente e um tanto equivocadamente, perdeu uma perna. Sua silhueta, chegando ao encontro da amada, é o desengonço total, um homem cuja imagem a guerra tornou ridícula, fora do prumo. Obedecendo ao cinema de gênero que já dava largos passos nesse ano de 1925, com narrativa de transparência total e final feliz, King Vidor subverte na disposição de elementos e assuntos trazidos pela imagem. Na soma dos planos e ações, temos em princípio um galã em primeiríssimo plano que se torna, ao final, um espectro no fundo do quadro, uma quase inserção gráfica de andar curto-circuitado.
Honrando o cinema fundado na tradição de Griffith, o grande desfile não é um ou outro momento, mas o conjunto de todos os momentos filmados e projetados na tela, de todos os desfiles, grandes ou pequenos, subterrâneos ou evidentes, idealizados por King Vidor para este seu longa. Grande filme. Grande obra-prima. O Grande Desfile.
nota 8.5

028. EM BUSCA DO OURO (1925)


The Gold Rush (br: Em busca do ouro – pt: A quimera do ouro) é um filme estadunidense de 1925, do gênero comédia, dirigido, roteirizado e estrelado por Charles Chaplin.
O vagabundo tenta a sorte na corrida de ouro de 1898 no Alasca. Porém, tudo o que ele consegue é arrumar bastante confusão com Jim McKay e se apaixonar pela dançarina Georgia.

Principais prêmios e indicações

Oscar 1943 (EUA)
  • Recebeu duas indicações, nas categorias de Melhor Trilha Sonora e Melhor Som - Gravado.
Kinema Junpo Awards 1927 (Japão)
  • Venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
  • Curiosidades

    • The Gold Rush tem final feliz, e é praticamente o único filme de toda a carreira do diretor Charles Chaplin em que isso acontece.
    • O filme reúne algumas das cenas antológicas do cinema, como a da famosa dança dos pãezinhos, ou a que mostra o devaneio do aventureiro "Big Jim" que, alucinado pela fome, vê "Carlitos" metamorfoseado em frango. A mais célebre, porém, é a do cozido das botinas de "Carlitos" onde, com ares de gourmet, o personagem faz dos cordões um delicioso espaguete, das solas um fino e saboroso pássaro de caça, e dos pregos seus ossinhos delicados.
    • "Carlitos" e seu companheiro de cena realmente comeram as botinas, feitas de alcaçuz por um confeiteiro especialmente contratado para a tarefa. Perfeccionista, Chaplin fez dezenas de tomadas e mais de vinte pares de botinas saírem do forno, antes de a cena ser aprovada.
    • A personagem "Georgia" foi escrita por Chaplin especialmente para sua nova esposa, Lita Grey, que posteriormente teve que desistir da personagem por ter engravidado.
    • Há duas versões de The Gold Rush, a primeira de 1925 e a outra de 1942. A versão sem som tem 82 minutos de duração, enquanto a versão sonorisada tem 74 minutos de duração.
    • The Gold Rush apenas foi ter trilha sonora em sua versão lançada em 1942.
    • Na versão de 1925, o filme termina com um beijo entre Chaplin e Georgia Hale; na versão de 1942 o filme termina com Chaplin dizendo que ela será sua esposa.
    • Os 2500 homens que interpretam garimpeiros são, na verdade, vagabundos de rua, que aceitaram participar do filme em troca de um dia de salário.


    Formato: RMVB
    Filme mudo (narrado em inglês)*
    Legendas: Português (embutidas)
    Duração: 1:12
    Tamanho: 348 MB (04 partes)
    Servidor: Rapidshare

    • The Gold Rush
      A quimera do ouro (PT)
      Em busca do ouro (BR)
      Flag of the United States.svg Estados Unidos
      1925 ı  p&b ı  96 min 
      Produção
      DireçãoCharles Chaplin
      Roteiro/GuiãoCharles Chaplin
      ElencoCharles Chaplin
      Georgia Hale
      Mack Swain
      Tom Murray
      Henry Bergman
      Génerocomédia
      Idiomamudo

027. O ENCOURAÇADO POTEMKIN (1925)




Bronenosets Potiomkin (russo: Броненосец Потёмкин), O Encouraçado Potemkin(br), O Couraçado Potemkin (pt), é um filme de Serguei Eisenstein, datado de 1925.
O Encouraçado Potemkin é a realização mais importante e conhecida do russo Serguei Eisenstein. O filme é considerado um marco na montagem cinematográfica. Filmado em 1925 e feito sob encomenda para comemorar os vinte anos da Revolução Russa, o filme parte de um fato histórico de 1905 - rebelião de marinheiros de navio de guerra - para criar uma obra universal que fala contra a injustiça e sobre o poder coletivo que há nas revoluções populares.
O filme é dividido em cinco partes que se ocupam em provocar uma situação tal de espaço-tempo onde todos os pormenores apresentam um significado a ser apreendido pelo espectador. De forma a transcrever idéias complexas e ideologias profundas, Eisenstein chegou ao uso de técnicas de montagem inspiradas nos ideogramas orientais. Se determinado ideograma significa "telhado" e outro, "esposa", a união dos dois é lida como lar. Desta forma, é o choque entre duas imagens aparentemente díspares que cria o impacto, o sentido a que se quer chegar.
A clássica cena na escadaria de Odessa é a quarta parte do filme. As cenas iniciais banhadas em luz e alegria são substituídas pelas imagens chocantes de repressão violenta pela guarda do Czar. A própria escada já traz, em si, um símbolo da cruel hierárquica social e política, da diferença entre as classes. A cena da mãe assassinada, cujo carrinho de bebê desce degraus abaixo, é sempre citada como uma das mais famosas da história do cinema.
Eisenstein foi precursor no uso de efeitos especiais, usou contrastes e relações de corte e montagem que ainda hoje servem como base para a realização de filmes experimentais.
Originalmente o filme teve uma partitura especialmente concebida pelo compositor alemão Edmund Meisel, que trabalhou em colaboração com Eisenstein. Com o passar dos anos o filme foi recebendo diversos acompanhamentos musicais, consoante as distribuidoras. Uma das versões mais conhecidas apresenta-o ilustrado pela Sinfonia nº 5 de Dmitri Chostakovitch. Em 2005 o filme ganhou uma versão sonorizada pela dupla britânica Pet Shop Boys em colaboração com a Orquestra Sinfônica de Dresden. Essa versão foi apresentada pela primeira vez ao ar livre na Trafalgar Square, de Londres.

[editar]Curiosidades

Odessastepsbaby.jpg

Em uma de suas cenas, o filme Os Intocáveis, de Brian de Palma (1987), faz referência à cena da escadaria de O Encouraçado Potemkin.

Bronenosets Potiomkin
O Couraçado Potemkin (PT)
O Encouraçado Potemkin (BR)

Bronenosets.jpg
Bronenosets Potyomkin
União Soviética
1925 ı  P&B ı  74 min
Produção
Produção
Iakov Bliokh
Elenco
Aleksandr Antonov
Vladimir Barski
Grigori Aleksandrov
A. Levchin
Mikhail Gomorov
Género
Drama
Idioma
russo
Revisar

Após o sucesso do Strike (1924), Sergei Eisenstein foi encomendado pelo governo soviético para fazer um filme comemorativo do levante de 1905. Eisenstein's cenário, fervida para baixo do que era para ter sido um épico multipart da ocasião, centrou-se na tripulação do navio de guerra Potemkin. Fed acima com as crueldades extremas dos seus funcionários e seus maggot-rações de carne montado, os marinheiros fase um motim violento. Este, por sua vez, faíscas cidadãos uma revolta fracassada contra o regime czarista. A peça central do filme é encenado na Escadaria de Odessa, onde em 1905 cossacos do Czar metodicamente abatido manifestantes e transeuntes inocentes. Para Eisenstein, Este único incidente sangrento foi o cadinho da bem sucedida revolução bolchevique de 1917, eo resultado foi o "Odessa Steps seqüência", que é muitas vezes considerada a seqüência mais famosa já filmadas, mas é certamente um dos mais imitados, talvez o mais abertamente pela Brian De Palma em The Untouchables (1987). Este triunfo da Eisenstein's "edição rítmica" técnica ocorre no meio do filme, não como o clímax, com a estrutura de filme mais atual pode fazê-lo. Todos os atores no filme eram amadores, selecionados por Eisenstein por causa da sua retidão ", como os tipos de seus papéis. Qualidade pictórica varia de impressão para outra, mas mesmo em uma enganados versão reduzida, O Couraçado Potemkin deve-se ver cinema.
 http://www.allmovie.com/work/battleship-potemkin-106442
http://www.imdb.com/title/tt0015648/
nota 8.0






URSS (Goskinom, Mosfilm) 75 min. Mudo P&B
 Direção: Grigori Aleksandrov, Sergei M. Eisenstein
Áudio: S/A
Legenda: Português
Tamanho: 337 MB
Formato: RMVB

026. O FANTASMA DA ÓPERA (1925)



Lon Chaney Estrela como Erik, o Fantasma, no que é provavelmente o mais famoso e certamente o seu papel mais horrível. Produzido pela Universal, o filme rodado em 1923 e arquivado por quase dois anos, e foi submetida a retoques de estúdio intensiva. Enquanto muitos esperavam uma catástrofe, o filme acabou por ser um grande sucesso. Era tanto o ponto de pisar fora de Chaneyé executado como um superstar no MGM eo protótipo para o ciclo de filmes de horror da Universal na década de 1930. A história refere Erik, um temido demônio que assombra a Ópera de Paris. Rondando os úmido, passagens dank profunda nos porões do teatro, ele secretamente treinadores substituta Christine Daae (Mary Philbin) Para ser uma estrela da ópera. Através de uma seqüência surpreendente de terror, incluindo o envio de um candelabro gigante abate sobre os patronos da ópera, o Fantasma forças a soprano levar a retirar-se da ópera, Christine permitindo a etapa dentro Luring Christine em seu covil subterrâneo abaixo da casa de ópera, o Fantasma confessa seu amor. Mas Christine é apaixonada por Raoul de Chagny (Norman Kerry). As reivindicações que Christine Phantom romper seu relacionamento com Raoul antes que ele vai permitir que ela volta ao palco da casa de ópera. Ela concorda, mas imediatamente após a sua libertação da Toca do Fantasma, ela corre para os braços de Raoul e eles pretendem fugir para a Inglaterra depois de seu desempenho naquela noite. O Fantasma ouve a conversa e, durante sua performance, o Fantasma rapta Christine, levá-la para o fundo da sua masmorra. Trata-se da esquerda para a Raoul e Buquet Simon (Gibson Gowland), Um agente do serviço secreto, para rastrear o Fantasma e salvamento Christine.
http://www.allmovie.com/work/the-phantom-of-the-opera-37949
http://www.imdb.com/title/tt0016220/
nota 7.8
filme completo no google video
http://video.google.com.br/videoplay?docid=-5224364451553593147&ei=vZD7SpS5CMPNlQeqtLjyCQ&q=phanton+opera&hl=pt-BR#

025. SETE OPORTUNIDADES (1925)



Buster Keaton desempenha um jovem advogado que vai herdar 7 milhões dólares às 7 horas em seu aniversário de 27 anos - desde que ele é casado. Muito antes de descobrir isso, Keaton tem prosseguido um corte ao longo da vida Ruth Dwyer, Cuja recusa se tornaram rituais ao longo dos anos (a passagem do tempo é engraçada e transmitida por mostrar um filhote crescer até a idade adulta). Ele propõe novamente, mas desta vez ela se transforma-lo porque acha (erroneamente) que ele quer que ela apenas para que ele possa reclamar a sua herança. O Keaton triste é, portanto, obrigados a passar as poucas horas que saiu antes do prazo 7, em busca de uma noiva - a qualquer noiva. Ele não tem sorte nenhuma até seu amigo T. Roy Barnes imprime a história da herança recebida Keaton no jornal local. Como resultado, centenas de mulheres, enfeitado com véus e buquês rumo, Keaton perseguição através das ruas movimentadas de Los Angeles. Quando o produtor Keaton Joseph M. Schenck comprou os direitos para o cinema Roi Cooper Megrue peça teatral Seven Chances, Keaton optou por abandonar a maioria das complicações do jogo enredo, dedicando suas energias para a noiva-vinhetas da caça e da caça palhaçada climáticos. As cenas finais originalmente previsto um ovo com o público pré-visualização - até que a seqüência foi salvo por "três rochas pouco." Durante os momentos finais da perseguição, Buster acidentalmente desalojou três pequenas pedras no chão, que rolou depois dele, como ele escapou do rebanho trovejante de possíveis noivas. A platéia ri imoderadamente as rochas minúsculas, Keaton assim inspirador para refilmar o final, utilizando dezenas de enormes pedras rolando. O esforço extra trabalhado muito bem, enquanto não apresentam o seu melhor em silêncio, Seven Chances contém um dos desfechos mais hilariante Keaton. Preste atenção para Jean Arthur um pouco como uma recepcionista.
  http://www.allmovie.com/work/seven-chances-43834
http://www.imdb.com/title/tt0016332/
nota 8.0
filme no youtube em 8 partes
http://www.youtube.com/watch?v=RtFxA6E-G1I