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domingo, 15 de novembro de 2009

080 FILHOS DO DESERTO (1933)


  

Sinopse
Para participarem da Convenção Anual dos "Filhos do Deserto", em Chicago, Ollie se faz passar por doente e consegue que um médico lhe prescreva uma longa viagem oceânica para o Havaí. 
Assim, ele e Stan dizem às esposas que farão uma viagem de navio à Honolulu para tratamento médico.  De volta, ao chegarem à casa de Ollie, lêem num jornal que o navio que os teria supostamente conduzido ao Havaí, afundou.  Stan entra em pânico.  Quando Betty e Lottie se aproximam, eles se escondem no sótão.
As duas resolvem ir ao cinema e, lá, assistem a um jornal cinematográfico sobre a Convenção de Chicago, no qual Stan e Ollie são focalizados.  Assim, elas descobrem tudo sobre a farsa.
Betty diz à Lottie que Stan irá confessar.  Ao voltarem do cinema, elas encontram Ollie e Stan, que lhes falam do naufrágio e de como eles foram resgatados.  Stan e Betty vão para casa, que fica ao. lado.  Ollie sugere à Lottie uma viagem até as montanhas, mas esta passa a arremessar pratos contra o marido.
Uma vez em casa, Betty oferece um drink a Stan, ao mesmo tempo em que lhe diz que a melhor política é aquela que se baseia na honestidade.
Na cena final, Stan aparece fumando um cigarro e dizendo a Ollie: "Betty me disse que a melhor política é a honestidade."
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Críticas
"Filhos do Deserto" é, sem dúvida, a melhor comédia da dupla Oliver Hardy & Stan Laurel  (O Gordo e o Magro).  Muito bem dirigido por William A. Seiter, o filme é realmente delicioso, criativo e com gags engraçadíssimas.  É difícil estimar quanto do sucesso do filme se deve a ele.
No elenco, a dupla está magnífica, com ênfase para Stan Laurel, que brilha da primeira à última cena.  Merecem ainda destaques, as ótimas atuações de Mae Busch, Dorothy Christy e Charley Chase.
Enfim, "Filhos do Deserto" é um ótimo programa para quem está a fim de dar umas boas risadas e aliviar suas tensões.


Título Original: Sons of the Desert
Ano/País/Gênero/Duração: 1933 / EUA / Comédia / 68min
Direção: William A. Seiter     
Produção: Hal Roach 
Roteiro:  Frank Craven
Fotografia: Kenneth Peach
Música: William Axt, George M. Cohan, Marvin Hatley, Leroy Shield

Elenco

•    Stan Laurel … Stanley
•    Oliver Hardy … Oliver
•    Charley Chase … Charley
•    Mae Busch … Mrs. Hardy
•    Dorothy Christy … Mrs. Laurel
•    Lucien Littlefield ... The Veterinarian

079. O ÚLTIMO CHÁ DO GENERAL YEN (1933)


Em meio à guerra civil chinesa, Megan Davis (Barbara Stanwyck), uma missionária norte-americana, viajou a Xangai para se casar com seu amigo de infância. Separados durante um ataque, Megan é levada como prisioneira pelo comandante militar local, General Yen (Nils Asther), que, intrigado por sua inocência e força, a leva para seu palácio de verão. Megan, a princípio, sente repulsa pelo comportamento bárbaro do seu capturador, mas logo percebe que por trás da crueldade de Yen existe a alma de um poeta e filósofo. E conforme a guerra explode ainda mais ao redor deles, estes dois estranhos acabam envolvidos em uma perigosa teia de desejo, traição e amor impossível.
http://www.imdb.com/title/tt0023814/



Curiosidades

  • Um dos filmes favoritos de Capra, “Para mim, foi Arte com A maiúsculo”, escreveu Capra.
  • Filme revolucionário para a epoca, pois tem mulher em roupas íntimas, coxas de fora, e, sobretudo, um caso de amor fora do casamento (uma das proibições mais fortes da censura) e inter-racial.
  • Foi a primeira atração do famoso "Radio City Music Hall" em Nova Iorque.
  • Fortemente influenciado por O Expresso de Shangai de 1932.
  • Foge dos Prototipos caracteristicos dos filmes de Capra (a vida comum de gente pobre, simples e boa em geral infernizada pela ganância dos muito ricos)
  • The Bitter Tea of General Yen
    A grande muralha (PT)
    O Último Chá do General Yen (BR)
    Flag of the United States.svg Estados Unidos
    1933 ı  p&b ı  88 min 
    Produção
    DireçãoFrank Capra
    Roteiro/GuiãoGrace Zaring Stone
    Edward E. Paramore, Jr.
    ElencoBarbara Stanwick
    Nils Áster
    Toshia Mori
    Walter Connolly
    Robert Wayne
    Génerodrama
    Idiomainglês

    IMDb

078. KING KONG (1933)



Entre todos os filmes de monstros gigantes que o cinema já produziu, King Kong é o principal deles. Lançado em 1933, o filme arrecadou 90 mil dólares no final de semana de estréia nos Estados Unidos, um novo recorde para a época, e transformou-se logo em um clássico. Hoje, Kong é um dos principais ícones do cinema de todos os tempos, e já serviu de inspiração para centenas de outros diretores ao longo dos anos.
A história é simples: Carl Denham, um diretor de cinema com mania de grandeza, consegue um mapa de uma ilha misteriosa, chamada de “Skull Island” (Ilha da Caveira). Lá, dizem os rumores, reside um monstro enorme e abominável, então Denham decide filmar o “filme de sua vida” naquele lugar. Para isso, parte em expedição num navio com sua equipe de filmagem e a atriz que será a mocinha do filme, Ann Darrow (a bela atriz Fray Wray, cuja cena onde Kong arranca parte de suas roupas foi originalmente censurada, sendo integrada ao filme apenas em um relançamento posterior). Chegando lá eles encontram um mundo totalmente estranho, além da existência do macaco gigante: uma tribo indígena que realiza rituais de oferendas humanas a Kong e animais pré-históricos ainda vivos (as seqüências com os dinossauros são tão interessantes quanto as seqüências com Kong).
O problema é que Ann é seqüestrada por Kong (ela seria a oferenda de um dos rituais), e agora a equipe deve penetrar no coração da ilha para tentar resgatá-la, tendo de encarar todos os perigos que ela oferece. A cena mais famosa do filme – Kong no topo do Empire State Building – acontece apenas perto do seu final, como todas as cenas de Nova York, ou seja, a grande maioria do filme passa-se na floresta mesmo. King Kong é na realidade (e deve ser visto desse jeito) uma grande diversão, um filme-pipoca dos mais clássicos, que está recheado de cenas inesquecíveis: a chegada à Skull Island, com seu imenso portal que separa a tribo indígena do resto da floresta – domínio de Kong; a primeira aparição do macaco (e o close do seu rosto, que hoje é engraçado, mas certamente foi feito para assustar a platéia); a luta entre Kong e o dinossauro (Jurassic Park homenageou – pra não dizer copiou – esta cena) e, claro, toda a seqüência de Kong em Nova York, com Ann, sua amada (ou brinquedinho, interpretem do jeito que quiserem) em suas mãos.
Tecnicamente, King Kong é um filme intrigante. Se hoje o grande macaco é visto apenas como uma seqüência de animação mal executada, na época ele gerou comentários exaltados. Os executivos do estúdio RKO, onde Kong foi filmado, ficaram embasbacados com o resultado, dizendo que nunca haviam visto nada assim antes (e realmente, não viram mesmo, nem ninguém mais). Hoje em dia, dizem que o sucesso comercial do filme foi o responsável por evitar que o estúdio falisse. Kong também exigiu acrobacias dos seus diretores: algumas seqüências realizadas, como as dos aviões disparando sobre ele nos céus de Nova York, exigiram habilidade e criatividade do diretor Merian C. Cooper (que, como curiosidade, faz o close de um dos pilotos).
Esta seqüência final, em particular, foi a mais difícil de ser filmada: nela o modelo em miniatura de 18 polegadas de altura foi substituído por um ator em roupa de macaco, até a cena da queda de Kong do alto do prédio, onde novamente foi utilizada a miniatura. Outra curiosidade: o próprio Empire State Building estava em fase de construção durante as filmagens. Originalmente, Kong escalaria o prédio da Chrysler (que também estava em construção na época), por ser mais alto, mas logo depois os construtores do Empire decidiram adicionar uma torre de observação e o mastro no alto do prédio, tornando-o o mais alto edifício do mundo naquela época. E é para lá que decidiram levar Kong, justamente por isso.
Não há muito mais o que se analisar em um filme como este. A não ser que você tente encontrar algum significado profundo ou existencialista em um filme B de monstros, que é o que ele é. Só que ele é o pioneiro, o inesquecível, o que é reconhecido por milhões de pessoas ao redor do mundo, mesmo que estas pessoas não tenham visto o filme. Hoje em dia vale como uma curiosidade, não é incrivelmente divertido nem excitante como certamente foi há mais de 70 anos, mas ainda vale como um passatempo de qualidade, com personagens caricatos e interessantes. Temos uma bela mocinha e um grande vilão (em todos os sentidos), o que mais se pode querer para uma tarde chuvosa de sábado?

Ficha Técnica:
Título no Brasil: King Kong
Título Original: King Kong
País de Origem: EUA
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento: 1933
Direção: Merian C. Cooper / Ernest B. Schoedsack

Elenco:
Fay Wray ... Ann Darrow
Robert Armstrong ... Carl Denham
Bruce Cabot ... John 'Jack' Driscoll
Frank Reicher ... Capt. Englehorn
Sam Hardy ... Charles Weston
Noble Johnson ... Skull Island nation leader
Steve Clemente ... Witch King
James Flavin ... Second Mate Briggs

Dados Do Arquivo
Tamanho: 701 MB
Qualidade: DVDRip
Legenda: Pt-Br

sábado, 14 de novembro de 2009

077. TERRA SEM PÃO (1933)


Sinopse: Até 1922, quando a primeira caravana da República Espanhola percorreu o território do país, Las Hurdes era uma região de dez mil habitantes praticamente desconhecida. Buñuel vê no lugar a matéria-prima para desenvolver suas idéias cinematográficas; as lentes da câmera captam de maneira crua a vida miserável dos hurdanos, seus costumes e tradições, as doenças, as migrações, a precariedade da sua agricultura, a distância que os habitantes precisam percorrer para levar os mortos ao cemitério mais próximo. Um lugar esquecido, onde "a morte é quase um dos únicos eventos".

Las Hurdes
Terra sem Pão (PT/BR)
Espanha Espanha
1933 ı  p&b ı  30 min 
Produção
Direção Luis Buñuel
Roteiro/Guião Rafael Sánchez Ventura
Elenco Abel Jacquin (voz)
Alexandre O'Neill (voz)
Género documentário
Idioma francês

IMDb

Direção: Luis Buñuel
Roteiro: Luis Buñuel e Rafael Sánchez Ventura
Título Original: Las Hurdes
Gênero: Documentário
Origem/Ano: ESP/1933
Formato: rmvb
Áudio: Francês
Legendas: Português/BR (embutidas)
Duração: 27 min
Tamanho: 176 MB
Servidor: Rapidshare
Download Links:
Parte1 | Parte2

076. RAINHA CHRISTINA (1933)



O filme é muito bem conduzido pelo Rouben Mamoulian, um diretor pouco lembrado hoje mas que foi dos mais talentosos, e que brilhou na década de 30, principalmente. Ele conseguiu criar imagens de rara beleza e de difícil confecção, saltando aos olhos a cena de abdicação do trono, a cena final e, principalmente, a belíssima cena em que Greta Garbo "memoriza o quarto", de três minutos de duração, sem diálogos, só com ela percorrendo o quarto e contemplando tudo nele. Uma cena marcante e romântica em alto estilo.

O resto do elenco não passa nem perto de ter o mesmo carisma da Garbo, mas se sustenta bem. Laurence Olivier estava escalado para ser o par romântico de Garbo, mas ele foi dispensado já no começo das gravações por não haver nenhuma química entre eles, o que foi traumático para o grande ator inglês, que se afastou um pouco do cinema por causa disso (felizmente retornando depois). Isso é compreensível, já que realmente ele era novo demais para contracenar com a Greta Garbo. Felizmente Garbo então fez um lobby para que chamassem John Gilbert, seu parceiro de tantos filmes, que estava no ostracismo por ter brigado com Louis B. Mayer, chefão da MGM. "Rainha Cristina" é uma prova de que não havia nenhum problema com a voz dele, um mito criado por Mayer no intuito de destruir sua carreira. Lamentavelmente este filme chegou tarde demais para reabilitar a carreira do John Gilbert, mas ele pelo menos foi a escolha acertada para o papel, já que química com a Garbo ele tinha de sobra (quase se casaram na vida real, inclusive).

Este filme é quase um hino à liberdade pessoal, contra as amarras da sociedade. Greta Garbo inclusive reclama que está "cansada de ser um símbolo", querendo ser uma pessoa comum, o que certamente encontrava repercussão também na sua vida de estrela mundial, cansada dos holofotes, logo ela que sempre foi reclusa. A ambiguidade inclusive sexual de Greta Garbo é perfeita para encarnar a monarca do filme, também notoriamente lésbica. Não atrapalha em nada também o fato de Greta Garbo também ser sueca, evidentemente.

É claro que, por ser um filme da década de 30, romancearam toda a história da rainha sueca, mas relevando-se isso o filme funciona muito bem. Tem alguns defeitos, algumas cenas envelheceram, mas o saldo geral é muito positivo, é um filme marcante, possivelmente o melhor de Greta Garbo. Se o filme precisava muito de uma atriz como ela, a estrela sueca também precisava de um filme, e um papel, como esse, que lhe possibilitasse brilhar como nunca. Em sua carreira brilhante, mas curiosamente composta de poucos grandes filmes, "Rainha Cristina" mantém-se como um clássico e como uma prova da grande atriz cartismática que foi Greta Garbo. Uma simples constatação disso é possível de se ver na cena final: A pedido de Rouben Mamoulian, há um close de Garbo em que ela ficou o tempo todo pensando em nada, com o rosto impassível, lívido. O plano dura quase um minuto, e é muito significante, lemos toda a emoção da personagem naquele semblante. Greta Garbo fazendo nada é mais eloquente que muitas atrizes se esforçando ao máximo...
http://www.imdb.com/title/tt0024481/
torrent
http://www.mininova.org/tor/1198262
legenda
http://www.opensubtitles.org/pb/subtitles/3133932/queen-christina-pb

Queen Christina

theatical poster
Directed by Rouben Mamoulian
Produced by Walter Wanger
Written by Story:
Salka Viertel
Margaret P. Levino
Screnplay:
H. M. Harwood
Salka Viertel
S. N. Behrman (dialogue)
Starring Greta Garbo
John Gilbert
Music by Herbert Stothart
Cinematography William H. Daniels
Editing by Blanche Sewell
Distributed by MGM
Release date(s) December 26, 1933 (US)
Running time 97 minutes
Country United States
Language English
Budget $1,114,000 (est.)
Gross revenue $2,610,000 (world)

075. DIABO A QUATRO (1933)



SINOPSE
Freedonia é um país em crise e à beira de uma revolução, até que um milionário empresta dinheiro ao país com a condição de que o presidente renuncie e emposse o corrupto ditador Rufus T. Firefly (Groucho Marx). Enquanto isso, o embaixador do país vizinho, Sylvania, trama um plano para dar um golpe e tomar o governo de Freedonia, enviando dois espiões - Chicolini (Chico Marx) e Pinky (Harpo Marx) - para descobrir informações sobre Firefly. Freedonia declara uma louca guerra a Sylvania, que os irmãos Marx satirizam de formas inimagináveis. Chicolini, por exemplo, decide de que lado está por gostar da comida do país, e Pinky vende sanduíches em meio a uma batalha.

http://www.imdb.com/title/tt0023969/

nota 8.1
DADOS DO ARQUIVO
Gênero: Comédia
Origem/Ano: EUA/1933
Formato: rmvb
Áudio: Inglês
Legendas: Português/BR (embutidas)
Duração: 70 min
Tamanho: 332 MB
Servidor: Rapidshare (4 partes)

LINKS
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4


074 . UMA LOIRA PARA TRÊS (1933)


» Sinopse: A cantora e dona de um cabaré em Nova York Lady Lou tem muitos amigos e amantes. Um deles é um criminoso que escapou da prisão e está a caminho de rever a garota "dele", sem saber que, durante sua ausência, Lou não vem sendo exatamente fiel.
http://www.imdb.com/title/tt0024548/



filme completo 
http://moviesfilmonline.com/pt/movies/she-done-him-wrong





She Done Him Wrong

Directed by
Lowell Sherman
Produced by
William LeBaron
Written by
Mae West (play Diamond Lil)
Harvey F. Thew
John Bright
Starring
Mae West
Cary Grant
Owen Moore
Gilbert Roland
Noah Beery
Music by
John Leipold (uncredited)
Cinematography
Charles Lang
Editing by
Alexander Hall
Studio
Paramount Pictures
Distributed by
Paramount Pictures
Release date(s)
January 27, 1933
Running time
66 min
Country
United States
Language
English
Budget
$200,000 (estimated)[1]
Gross revenue
$2,000,000 (USA)[1]


073 CACADORAS DE OURO(1933)


Sinopse:
Neste romance musical, três coristas ficam sabendo que um produtor está montando um novo espetáculo e recebem dele a promessa de participar do trabalho, assim que conseguir alguém para bancar o show.

Ficha Técnica:
Titulo: Gold Diggers of 1933
Gênero: Musical
Duração: 96 Min
Ano/Pais: 1933/USA
Director: Mervyn LeRoy

Elenco:
Warren William ... J. Lawrence Bradford
Joan Blondell ... Carol King
Aline MacMahon ... Trixie Lorraine
Ruby Keeler ... Polly Parker
Dick Powell ... Brad Roberts (Robert Treat Bradford)
Guy Kibbee ... Fanuel H. Peabody
Ned Sparks ... Barney Hopkins
Ginger Rogers ... Fay Fortune

Dados Do Arquivo
Tamanho: 800 MB
Qualidade: DVDRip
Legenda: Pt-Br

DOWNLOAD TORRENT E LEGENDA
FILME NO YOUTUBE
http://www.youtube.com/watch?v=Byn27Jqz98E&feature=PlayList&p=6C5AADEED208D966&playnext=1&playnext_from=PL&index=10

072. BELEZAS EM REVISTA (1933)


Depois do grande sucesso do filme Rua 42 (1933), a Warner pegou de novo o diretor Lloyd Bacon e o coreógrafo Busby Berkeley, para mais um novo e excitante musical, que por causa da sua última meia hora, tornou-se um clássico inesquecível da história do cinema, graças aos números artísticos sem similar no mundo do cinema. Entre as canções realçam "Shanghai Lili", de Al Dubin e Harry Warren durante o ousado número de Cagney e Keeler (antes de entrar em vigor do código de censura); e o criativo "By a waterfall", escrito por Sammy Fain e Irving Kahal. Claro, o enredo serve como desculpa para colocar Cagney, produzindo um musical na Broadway, e está com a idéia fixa de ignorar seus desempenhos para o cinema, para animar o pessoal, antes que o filme estreasse. Entremeado, por tramas amorosas encarnadas por uma secretária feia de dia, e uma bela mulher à noite (Keeler), a vampiresca (Dodd) e a mulher anterior do produtor (Whitney). Obra-prima absoluta.
http://www.imdb.com/title/tt0024028/

nota 7.7
torrent
http://www.mininova.org/tor/1470708




Directed by
Lloyd Bacon
Produced by
Robert Lord
Written by
James Seymour
Manuel Seff
Robert Lord (story)
Peter Milne (story)
Starring
James Cagney
Joan Blondell
Ruby Keeler
Dick Powell
Music by
Harry Warren
(music)
Al Dubin
(lyrics)[1]
Sammy Fain
(music)
Irving Kahal
{lyrics)[2]
Cinematography
George Barnes
Editing by
George Amy
Release date(s)
30 September 1933
(premiere)
21 October (general)
Running time
104 minutes
Country
United States
Language
English
Budget
$703,000 (est.)

071. RUA 42 (1933)




"A Rua 42" ocupa um lugar especial na história do cinema musical. Tornando-se um hit no início dos anos 30, a sua fórmula do suceso foi repetida em filmes posteriores.

O filme musical se apresenta como um gênero essencialmente americano ou de Hollywood. A tradição do musical norte-americano procede da opereta Européia (particularmente Austríaca) e do Vaudeville Americano (teatro de variedades). No contacto com o Novo Mundo, o romantismo musicado da Europa ganhou graça e leveza numa gradativa evolução de humor, espontaneidade e atualização coreográfica.

Os musicais da primeira fase trouxeram do teatro de variedades, não só as canções e as coreografias, mas também o próprio estilo.

Vaudeville foi um gênero de entretenimento de variedades muito popular nos Estados Unido e Canadá no período que vai de 1880 ao início dos anos 30.Desenvolveu-se a partir de muitas fontes, incluindo salas de concerto, apresentações de cantores populares, “circos de horror”, museus baratos e literatura burleca. A cada noite, diversos números eram levados ao palco, sem nenhum relacionamento direto entre eles. Entre outros: músicos(tanto clássicos, quanto populares), dançarina(o)s, comediantes, animais treinados, mágicos, imitadores, acrobatas, peças em um único ato ou cena de peças, atletas, palestras dadas por celebridades, cantores de ruas e filmetes.

Tecnicamente, o musical combinou formas americanas de balé (dança de salão, sapateado e bailado acrobático) com a ópera cômica e romântica. Numa combinação de fantasia e realidade, os primeiros musicais conquistaram uma plateia fiel e ganharam enorme audiência, pois as pessoas precisavam aliviar a pressão do dia-a-dia buscando uma forma de entretenimento que as ajudassem a enfrentar a Grande Depressão Americana.

Historicamente, o musical nasceu com o cinema sonoro. “O Cantor de Jazz”(1927) de Alan Crosland, inaugurou ao mesmo tempo o cinema falado e o cinema cantado.

Entretanto, “The Broadway Melody”(1929), de Harry Beaumont, é considerado o primeiro filme totalmente falado, cantado e dançado que determinou o musical como um gênero viável de Hollywood, . “Broadway Melody” deu ao gênero uma nova respeitabilidade e foi o primeiro filme falado a ganhar um Oscar de Melhor Filme. O sucesso foi tão grande que acabou gerando outros três “Broadways Melodies” (1936, 1938, 1940).

O musical se firmou nos Estados Unidos segundo o modelo dos espetáculos da Broadway, estabelecendo as tradições dos bastidores musicais como parte integrante de um musical, os produtores achavam que o expectador apenas compreenderia o filme musical se assistisse como ele era feito.

Apesar das ótimas canções “You Were Meant for Me” e “Broadway Melody”, de Athur Freed ( escritor das letras) e Nacio Herb Brown(compositor ao piano), o filme deixava a desejar, pela má qualidade do som e por não ter ação no palco.

A independência do musical e sua revitalização (inovação, agilidade de câmera e palco dinâmico) chega a partir de “A Rua 42” de 1933, direção de Lloyd Bacon, com as coreografias de Busby Berkeley, famoso diretor de dança e criador de muitos espetáculos coreográficos nas telas do cinema, entre eles: “Gold Diggers of 1933” (1933), onde o coreógrafo dá um toque de mestre na coreografia geométrica “Remember my Forgotten Man” no final, provando que os musicais têm o poder de ser muito mais que uma simples diversão.; “ Footlight Parade” (1933), com o extravagante número “By a Waterfall”; “Dames” (1934), com a sublime canção de amor “I Only Have Eyes For You”; “Gold Diggers of 1935” (1935), com o inesquecível “Lullaby of Broadway”; “The Gang’s All Here” (1943), com Carmen Miranda no número “The Lady with the Tutti Frutti Hat” ; “Babe in Arms” (1939), “Strike up the Band” (1940), “Babes on Broadway” (1941) e “Girl Crazy” (1943), todos com a espetacular dupla Mickey Rooney e Judy Garland; “For me and my Gal”(1942), com Gene Kelly debutando nas telas; “Milion Dollar Mermaid” (1949), com a bela “sereia” Esther Williams.
Em “A Rua 42”, o sensacional e inovativo Busby Berkeley dá um show monocromático, criando números de danças imortais com as suas dezenas de bailarinas em formações geométricas, vistas de ângulos inusitados formando um sensacional caleidoscópio ritmico.

Após ver do que Berkeley era capaz de criar, Warner Bros contratou-o e deu a ele carta branca.

O filme retrata o trabalho duro de toda uma equipe envolvida em um espetáculo musical, enfatizando como era duro conseguir um emprego e fazer dinheiro em uma época de depressão econômica, como também conta a história de uma iniciante que em poucas horas se torna uma estrela do show business.

O enredo mostra interessantes arquetipos como: o estressado e indisposto diretor sempre gritando com a sua companhia, a corista inocente lançada ao estrelato, o incrível e apaixonado tenor, o assediado coreógrafo, a estrela temperamental envolvida em romance clandestine com o “vaudevillian” sedutor , o produtor em apuros financeiros, as apimentadas dançarinas.

O elenco é notável: o maravilhoso Warner Baxter já havia ganho um Oscar de Melhor Ator por “Old Arizona”(1928), com seu rápido herói-bandido “The Cisco Kid”; Bebe Daniels era uma estrela top star dos filmes mudos que também sabia cantar; George Brent era um romântico estabelecido. Metade dos principais atores eram rostos populares, incluindo Ginger Rogers que veio a se tornar parceira de Fred Astaire em muitos outors famosos musicais. Dick Powell, talentoso tenor e instrumentalista, com seu estilo charmoso rapidamente se tronou o astro mais importante dos musicais. Estrelou junto com Ruby Keeler em “A Rua 42” e com a mesma fez mais de seis musicais, foi um dos que teve sua carreira projetada por esta película. A grande descoberta foi Ruby Keeler em sua estréia de carreira, queridinha da Boadway e esposa de Al Jolson(“O Cantor de Jazz”), era adorável, além de saber sapatear, tinha uma doce vivacidade e inocência otimista. Berkeley criou para ela números de danças memoráveis, onde a mesma dança no topo de um taxi e se balança em arranha-céus de Manhattan.

“A Rua 42” faturou $2.5 milhões de dólares e foi considerado como “o milagre do entretenimento de 1933”, além de ter recebido duas indicações para o Oscar, Melhor Filme e Melhor Som.

Vale a pena conferir as inesquecíveis coreografias de Busby Berkeley aos som das canções “Shuffle off to Buffalo”, Young and Health” e 42nd Street” dos compositores Al Dubin e Harry Warren.


Sinopse:

Diretor Julian Marsh (Warner Baxter) e produtor Abner Dillon (Guy Kibbee) anunciam que vão produzir um show na Broadway, no teatro da Rua 42, Nova Iorque.
A comédia musical “Pretty Lady” começa a ser montada. Peggy Sawyer (Ruby Keeler), recentemente chegada na Big Apple, consegue um trabalho para a coreografia do musical “Pretty Lady”. A estrela principal do show Dorothy Brock (Bebe Daniels) quebra o tornozelo na noite em que antecede a abertura do show.
Então, a novata Peggy, indicada por membro do elenco, é colocada para estrelar o espetáculo por sua habilidade em cantar e dançar. Para isso, em poucas horas, ela passa por um intenso treinamento que a leva à exaustão. Toda a companhia está apostando em seu talento, o stresse da moça ainda é maior, porque o sucesso do show depende da sua performance. Bravamente a jovem estréia e é um enorme sucesso.


Curiosidade:

A Rua 42 é a maior rua de travessia situada em Manhattan, no Condado de Nova Iorque. Além de ser bastante movimentada por seus teatros, está próxima à conexão com a Broadway e juncão com a Times Square. É também o nome de uma região conhecida como “the red light district” (famosa por prostituição e indústria do sexo). A rua alinha alguns dos prédios mais importantes de Nova Iorque, incluindo o Chysler, A Grande Estação Central entre outros.,

FICHA TÉCNICA:

42ND STREET / A RUA 42
EUA (Warner Brothers) 89 m, preto e branco.
Direção: Lloyd Bacon.
Produtores: Hall B. Wallis, Darryl F. Zanuck
Coreografia: Busby Berkeley
Roteiro: Rian James, James Seymour, baseado no romance de Bradford Ropes.
Fotografia: Sol Polito
Figurino: Orry Kelly
Música: Harry Warren, Al Bubin
Elenco: Warner Baxter, Bebe Daniels, George Brent, Ruby Keeler, Guy Kibbee, Una Merkel, Ginger Rogers, Ned Sparks, Dick Powell, Allen Jenkins, Edward J. Nugent, Robert Mcwade, George E. Sotne.
Indicações para o Oscar: Hall B. Wallis, Darryul F. Zanuck (melhor filme), Nathan Levinson (som).

nota 7.8
download
http://www.mininova.org/tor/1168017

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

070. ZERO DE CONDUTA (1933)



O filme remete às experiências escolares das crianças francesas baseadas nas memórias de Vigo sobre sua própria infância. Retrata um sistema educativo burocrático e repressivo diante do qual os estudantes empreendem verdadeiros atos de rebelião por vezes surreais, resultado de leituras libertárias da infância.
O título faz referência a qualificação (nota) que um dos meninos recebe, o que lhes impede de sair no domingo. Também mostra a influência da obra de teatro Ubu Rei de Alfred Jarry.
Ainda que o filme não tenha alcançado êxito imediato, ele demonstrou possuir uma influência duradora. François Truffaut rendeu uma homenagem a Zero de Conduta em seu filme de 1959, Os 400 golpes, copiando, praticamente quadro a quadro, a cena em que um grupo de meninos, que correm pelas ruas de Paris vão se perdendo um a um para as atrações da cidade. O filme If....de Lindsay Anderson é em sua totalidade uma reinvenção menos caprichosa de Zero.
Sua estréia se deu no dia 7 de abril de 1933. Desde então, esteve proibido na França, até 15 de fevereiro de 1946. Além de ser considerado uma obra prima do cinema da França, Zero de Conduta é tido como um dos maiores filmes ficcionais anarquistas do século XX. 

Crítica:

A transação cinematográfica dá a forma. A social, o conteúdo. Zero de Conduta, penúltimo dos poucos filmes do francês Jean Vigo (mais conhecido pelo clássico O Atalante, e que morreu logo depois de finalizá-lo por causa de uma crise de tuberculose), talvez reflita em seus sensíveis e hipnotizantes 40 minutos algumas das imagens mais importantes dos registros fílmicos das primeiras décadas do século XX, e embora normalmente as afirmações do tipo sejam pouco funcionais, justifica-se como um dos mais fundamentais momentos do cinema pré-Cidadão Kane (somente utilizando uma demarcação histórica de compreensão instantânea).
O filme basicamente traduz para celulóide o sentimento de revolta social para com a repressão, concentrando-se em um grupo de crianças que dias depois de retornarem das férias ao internato onde estudam realizam uma mobilização contra a severidade de seus professores. Um discurso aparentemente desgastado, mas que impressiona justamente pela maneira como Vigo dá forma ao seu radicalismo, revigorado por um crescendo narrativo impecável que vai da doçura até a efervescência sem jamais quebrar a essência de Cinema – e não são poucos os filmes de esquerda que esquecem da mídia para fazer panfletagem.
Porque Zero de Conduta é magia pura, genuína, daquela que faz com que paremos nossa rotina para fixarmos o olhar numa tela de tevê durante duas horas, três, ou mais. Um casamento perfeito entre a forma e o discurso, que consegue ao mesmo tempo transmitir um encanto quase ingênuo e impressionar pela força de seu argumento. E é também um dos maiores exemplos de cinema anarquista e libertário já produzidos, simplesmente porque nada pode ser mais delicioso do que ver a sensação de liberdade ganhando forma em uma guerra de travesseiros.
By Daniel Dalpizzolo

Elenco:

Louis Lefebvre,
Gilbert Pluchon,
Gérard de Bédarieux,
Constantin Goldstein-Kehler,
Jean Dasté,
Robert le Flon,
Léon Larive,
Raphaël Diligent,
Du Verron,
Delphin,
Madame Émile,
Louis de Gonzague

Informações Técnicas:

Direção: Jean Vigo
Ano: 1933
País: França
Gênero: Drama, Surreal
Duração: 41 min.
Título Original: Zéro de Conduite 

Dados do Arquivo:

Qualidade: DVD Rip
Áudio: Francês
AVI Legendado
P/B 
Rapidshare em 4 partes
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